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O boom do mercado imobiliário no final dos anos dois mil e início da década de 2010 empolgou muitos empresários e investidores. Segundo fatos do Banco de Compensações Internacionais (BID, sigla em inglês), os imóveis no Brasil tiveram valorização em média de 20% ao ano durante 2008 e 2011, impulsionados na demanda e crédito fácil. A oferta de apartamentos à venda aumentou. Os lançamentos imobiliários dispararam.

Ao mesmo tempo que em que havia uma euforia, muitos analistas avaliavam que o avanço do setor era excessivo que uma bolha imobiliária estaria se formando e estouraria a qualquer instante. A começar por 2013, com a desaceleração do mercado imobiliário, os rumores de que a bolha estouraria ganharam ainda mais força.

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A inversão do episódio ocorreu com uma nova onda de alta de juros, restrição ao crédito e pequena demanda por imóveis. A crise econômica vivida pelo país fez com que os financiamentos caíssem 33%, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Apartamentos à venda sobraram no mercado e os estoques aumentaram.

As construtoras seguraram seus projetos para vender os apartamentos que estavam encalhados. Em grandes capitais, surgiram oportunidades imperdíveis de bons negócios e ainda é possível achar uma boa quantidade de apartamentos à venda em São Paulo, tais como, com generosos de descontos. Contudo, apesar de o mercado viver um momento desagradável, não houve uma queda abrupta de preços, que caracterizaria a bolha imobiliária e os sinais são de que o mercado possa estabelecer uma trajetória de recuperação no próximo ano. O rompimento da bolha imobiliária americana, chamada de “real estate bubble”, representou a pior recessão imobiliária da história do povo.

O problema foi causado por uma espaçoso quantidade de investimentos no mercado da habitação, alavancada na permissão de crédito imobiliário sem checagem de riscos. Com o acrescento do valor dos imóveis, investidores compravam mais e mais, diante da praticidade de obtenção de financiamentos e crédito, com juros lucrativos para os bancos.

À medida que os juros do financiamento aumentavam, não havia mais compradores no mercado. Com isso as pessoas não conseguiam hipotecar suas casas e liquidar seus financiamentos. Uma onda de inadimplência fez com que o mercado imobiliário desmoronasse levando o setor financeiro próximo. O temor era que alguma coisa semelhante ocorre no Brasil. A sucessiva alta dos preços dos apartamentos à venda gerou preocupações e previsões alarmistas, porém nunca comprovadas. Apesar da superior disponibilidade de empréstimos e da gigantesco valorização, a quantidade de crédito imobiliário no Brasil nunca chegou próximo ao volume dos EUA pela época da recessão.

Houve uma desaceleração na quantidade de lançamentos de empreendimentos imobiliários, e uma diminuição no valor dos alugueis, mais próximos da inflação e sem sobressaltos. Com o equilíbrio dos preços, quem ganha é o freguês, que poderá ter maior poder de barganha e mais opções de seleção em termos de compra ou locação. Em muitas cidades houve, inclusive, um aumento das negociações. Por exemplo, a quantidade de apartamentos à venda em São Paulo, sobretudo de novas unidades, vem crescendo desde 2013, mesmo em um caso de recessão econômica, com acréscimo de juros.

Ainda uma outra motivação pra reação do mercado é o maior teto para compra de imóveis com a utilização do FGTS, que permite que mais pessoas possam fazer o sonho da moradia própria. De olho em segmentos ainda pouco explorados no ramo imobiliário, construtoras como a Mitre Realty, que atua em São Paulo, apresentam novos empreendimentos. Com chance em outras localidades, a incorporadora está oferecendo apartamentos à venda modernos em regiões como a Vila São Francisco, em Osasco, e no município de Santo André. São cidades próximas à capital, que estão atraindo novos moradores, entretanto ainda carentes de empreendimentos mais modernos e com infraestrutura completa. Para investidores, o mercado imobiliário ainda representa uma oportunidade de bons negócios e lucratividade.